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	<title>Jorge Fil&#243;</title>
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	<description>Poesias, causos, acontecimentos e muito mais!</description>
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		<title>Mais de 1000</title>
		<link>http://jorgefilo.blog.terra.com.br/mais_de_1000</link>
		<dc:date>14.12.06</dc:date>
		<dc:creator>Jorge Filó</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>Com apenas vinte dias de criado, nosso Blog j&#225; teve mais de mil visitas. Valeu!!!</description>
	</item>
	<item rdf:about="http://jorgefilo.blog.terra.com.br/duas_poetas">
		<title>Duas poetas</title>
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		<dc:date>12.12.06</dc:date>
		<dc:creator>Jorge Filó</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>A po&#233;tica sertaneja sempre foi dominada pelo sexo masculino, em detrimento das v&#225;rias poetas que existem no sert&#227;o nordestino. O que leva a crer, os incautos, e inexist&#234;ncia de tais poetas. Aqui destaco duas, dentre tantas outras, que poetizar&#227;o e poetizam, pelo sert&#227;o afora.
Rafaelzinha, de S&#227;o Jos&#233; do Egito, &#233; uma delas. N&#227;o tenho conhecimento se cantou de improviso, mas, seus versos s&#227;o de um lirismo que impressiona. A outra &#233; a poeta repentista Mocinha de Passira, que, ainda em atividade, &#233;, na minha opini&#227;o, pouco valorizada e reconhecida, tanto pela bagagem po&#233;tica, quanto pelo seu hist&#243;rico no mundo da cantoria. Seguem duas estrofes, uma de cada, destas duas grandes poetas sertanejas.

&#160;

Mocinha

&#160;

Amor &#233; vinha servido
Em alva ta&#231;a pequena
Quem bebe pouco quer mais
Quem bebe mais se envenena
Quem se envenena de amor
Morrendo Deus n&#227;o condena.

&#160;

Rafaelzinha

&#160;

Quem quiser sentir saudade
Fa&#231;a do jeito que eu fiz
V&#225; para um lugar distante
Sem querer como eu n&#227;o quis
Fique sem poder voltar
Que depois voc&#234; me diz.</description>
	</item>
	<item rdf:about="http://jorgefilo.blog.terra.com.br/dois_genios">
		<title>Dois genios</title>
		<link>http://jorgefilo.blog.terra.com.br/dois_genios</link>
		<dc:date>12.12.06</dc:date>
		<dc:creator>Jorge Filó</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>Numa amizade, que surgiu ainda na inf&#226;ncia, os poetas, Manoel Fil&#243; e Z&#233; de Cazuza, edificaram uma rela&#231;&#227;o de respeito, confian&#231;a e poesia sobrando. Criaram, juntos ou separadamente, grandes obras da po&#233;tica sertaneja universal. Durante muitos anos, foram amigos insepar&#225;veis. Viajaram muito pelo sert&#227;o afora, atr&#225;s de cantorias, de novos poetas e com isso, alargando tamb&#233;m, seu rol de amizades. Durante uma dessas viagens, vinham com destino ao Recife, e para passar o tempo na viagem, cantavam de improviso, de onde sa&#237;ram estes dois, de tantos, belos versos no tema Depois da morte do dia.
Vale dizer, que os versos, de ambos, foram decorados por Z&#233; de Cazuza, conhecido tamb&#233;m, como O gravador humano, por conta da facilidade que tem em arquivar no ju&#237;zo aquilo que lhe desperta o interesse.
&#160;&#160;
Z&#233; de Cazuza
&#160;&#160;
Nesta hora o peregrino
Muda a marcha do andar
Baixa um profundo pesar
Na alma do assassino
Na igreja um velho sino
Sa&#250;da a Virgem Maria
Uma m&#227;e na moradia
Beija uma filha que preza
Num casebre um velho reza
Depois da morte do dia
&#160;&#160;
Manoel Fil&#243;
&#160;&#160;
Numa cerca de aveloz
Depois do sol amparado
O vaga-lume assustado
Fica testando os far&#243;is
Os pescadores de anz&#243;is
Embocam na &#225;gua fria
Ficam naquela agonia
Se uma piaba belisca
Termina roubando a isca
Depois da morte do dia</description>
	</item>
	<item rdf:about="http://jorgefilo.blog.terra.com.br/seca_inverno">
		<title>Seca inverno</title>
		<link>http://jorgefilo.blog.terra.com.br/seca_inverno</link>
		<dc:date>12.12.06</dc:date>
		<dc:creator>Jorge Filó</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>

N&#227;o temo em ser redundante em falar, recorrentemente, do sert&#227;o. &#201; a minha terra de origem. L&#225; est&#227;o as ra&#237;zes de minha arvore geneal&#243;gica. Av&#243;s, pais, irm&#227;os e toda minha fam&#237;lia, materna e paterna.
O que escrevo, tem as duas faces. Nestes versos, retrato os dois quadros mais comuns naquela regi&#227;o; A seca, que castiga a maior parte do tempo. E o inverno, que quando vem, &#233; festejado como um parto.
&#160;
Seca
&#160;
Sertanejo se acocora
Se encosta numa estaca
Vendo a chuva pouca e fraca
Vendo o mato que descora
P&#245;e a m&#227;o na fronde e chora
Lamentando seu destino
Mas &#233; no bater do sino
Quando a noite vence o dia
Que roga a Virgem Maria
Por seu povo nordestino.
&#160;&#160;
Inverno
&#160;&#160;
Sertanejo se acocora
Bem em frente do baixio
Espantado com o rio
Que a cerca leva embora
A enchente n&#227;o demora
Cai a &#225;gua em propor&#231;&#227;o
Ouve-se a voz do trov&#227;o
O nosso pai da coalhada
Quando &#233; de madrugada
Tem planta nova no ch&#227;o.</description>
	</item>
	<item rdf:about="http://jorgefilo.blog.terra.com.br/poetica_urbana">
		<title>Poetica urbana</title>
		<link>http://jorgefilo.blog.terra.com.br/poetica_urbana</link>
		<dc:date>12.12.06</dc:date>
		<dc:creator>Jorge Filó</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>Sou um sertanejo, essencialmente, urbano. Minha vivencia rural, vem de um breve per&#237;odo, ainda na inf&#226;ncia, que passei no sitio da minha Tia Maria e do meu Tio Zezim Moura &#8211; um grande amante do repente &#8211; per&#237;odo ainda n&#237;tido na minha mem&#243;ria.
Vivi e vivo os dois mundos, sou apaixonado pelo rural e, incondicionalmente, impregnado pelo urbano. A po&#233;tica de ambas as vivencias, me alimenta a alma em propor&#231;&#245;es g&#234;meas.
Descrevo aqui dois poemas do universo do verso urbano com os quais me identifico, de dois poeta que li pouco mas que me impressionaram no pouco que li.
&#160;&#160;
Pol&#237;tica liter&#225;ria
&#160;&#160;
O poeta municipal
Discute com o poeta estadual
Qual deles &#233; capaz de bater o poeta federal.
&#160;&#160;
Enquanto isso
O poeta federal tira ouro do nariz.
&#160;&#160;
Carlos Drummond de Andrade
&#160;&#160;
Classe m&#233;dia
&#160;&#160;
Um m&#233;dico
&#211;timo na fam&#237;lia.
&#160;&#160;
Um engenheiro
Um arquiteto
Um magistrado
&#211;timo
&#160;&#160;
Um poeta
Melhor na fam&#237;lia dos outros.
&#160;&#160;
Geraldino Brasil</description>
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		<title>Mais de 1000</title>
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		<dc:date>14.12.06</dc:date>
		<dc:creator>Jorge Filó</dc:creator>
		<dc:subject>Artes</dc:subject>
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		<title>Duas poetas</title>
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Rafaelzinha, de S&#227;o Jos&#233; do Egito, &#233; uma delas. N&#227;o tenho conhecimento se cantou de improviso, mas, seus versos s&#227;o de um lirismo que impressiona. A outra &#233; a poeta repentista Mocinha de Passira, que, ainda em atividade, &#233;, na minha opini&#227;o, pouco valorizada e reconhecida, tanto pela bagagem po&#233;tica, quanto pelo seu hist&#243;rico no mundo da cantoria. Seguem duas estrofes, uma de cada, destas duas grandes poetas sertanejas.

&#160;

Mocinha

&#160;

Amor &#233; vinha servido
Em alva ta&#231;a pequena
Quem bebe pouco quer mais
Quem bebe mais se envenena
Quem se envenena de amor
Morrendo Deus n&#227;o condena.

&#160;

Rafaelzinha

&#160;

Quem quiser sentir saudade
Fa&#231;a do jeito que eu fiz
V&#225; para um lugar distante
Sem querer como eu n&#227;o quis
Fique sem poder voltar
Que depois voc&#234; me diz.</description>
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		<title>Dois genios</title>
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		<dc:creator>Jorge Filó</dc:creator>
		<dc:subject>Artes</dc:subject>
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Vale dizer, que os versos, de ambos, foram decorados por Z&#233; de Cazuza, conhecido tamb&#233;m, como O gravador humano, por conta da facilidade que tem em arquivar no ju&#237;zo aquilo que lhe desperta o interesse.
&#160;&#160;
Z&#233; de Cazuza
&#160;&#160;
Nesta hora o peregrino
Muda a marcha do andar
Baixa um profundo pesar
Na alma do assassino
Na igreja um velho sino
Sa&#250;da a Virgem Maria
Uma m&#227;e na moradia
Beija uma filha que preza
Num casebre um velho reza
Depois da morte do dia
&#160;&#160;
Manoel Fil&#243;
&#160;&#160;
Numa cerca de aveloz
Depois do sol amparado
O vaga-lume assustado
Fica testando os far&#243;is
Os pescadores de anz&#243;is
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Ficam naquela agonia
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O que escrevo, tem as duas faces. Nestes versos, retrato os dois quadros mais comuns naquela regi&#227;o; A seca, que castiga a maior parte do tempo. E o inverno, que quando vem, &#233; festejado como um parto.
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Seca
&#160;
Sertanejo se acocora
Se encosta numa estaca
Vendo a chuva pouca e fraca
Vendo o mato que descora
P&#245;e a m&#227;o na fronde e chora
Lamentando seu destino
Mas &#233; no bater do sino
Quando a noite vence o dia
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Por seu povo nordestino.
&#160;&#160;
Inverno
&#160;&#160;
Sertanejo se acocora
Bem em frente do baixio
Espantado com o rio
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Vivi e vivo os dois mundos, sou apaixonado pelo rural e, incondicionalmente, impregnado pelo urbano. A po&#233;tica de ambas as vivencias, me alimenta a alma em propor&#231;&#245;es g&#234;meas.
Descrevo aqui dois poemas do universo do verso urbano com os quais me identifico, de dois poeta que li pouco mas que me impressionaram no pouco que li.
&#160;&#160;
Pol&#237;tica liter&#225;ria
&#160;&#160;
O poeta municipal
Discute com o poeta estadual
Qual deles &#233; capaz de bater o poeta federal.
&#160;&#160;
Enquanto isso
O poeta federal tira ouro do nariz.
&#160;&#160;
Carlos Drummond de Andrade
&#160;&#160;
Classe m&#233;dia
&#160;&#160;
Um m&#233;dico
&#211;timo na fam&#237;lia.
&#160;&#160;
Um engenheiro
Um arquiteto
Um magistrado
&#211;timo
&#160;&#160;
Um poeta
Melhor na fam&#237;lia dos outros.
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Geraldino Brasil</description>
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