Jorge Filó

Poesias, causos, acontecimentos e muito mais!

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Terra Blog

12.12.06

Seca inverno

Não temo em ser redundante em falar, recorrentemente, do sertão. É a minha terra de origem. Lá estão as raízes de minha arvore genealógica. Avós, pais, irmãos e toda minha família, materna e paterna.

O que escrevo, tem as duas faces. Nestes versos, retrato os dois quadros mais comuns naquela região; A seca, que castiga a maior parte do tempo. E o inverno, que quando vem, é festejado como um parto.

 

Seca

 

Sertanejo se acocora

Se encosta numa estaca

Vendo a chuva pouca e fraca

Vendo o mato que descora

Põe a mão na fronde e chora

Lamentando seu destino

Mas é no bater do sino

Quando a noite vence o dia

Que roga a Virgem Maria

Por seu povo nordestino.

  

Inverno

  

Sertanejo se acocora

Bem em frente do baixio

Espantado com o rio

Que a cerca leva embora

A enchente não demora

Cai a água em proporção

Ouve-se a voz do trovão

O nosso pai da coalhada

Quando é de madrugada

Tem planta nova no chão.

  • criado por  Jorge Filó criado por Jorge Filó
  • Postado em 13:14:55
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